Cineclube Gratuito - Mostra Terrence Malick - 14 OUTUBRO


Cineclube Academia Mostra Terrence Malick - GRATUITO
Diretor vencedor do Palma de Ouro - Cannes 2011

14/10 - TERRA DE NÍNGUÉM (Badlands) 1973

Sexta-feira às 20h - capacidade 60 lugares
comentários do Dir. de Fotografia Jorge Monclar


Reservas: contato@aictv.com.br     21 2239-8291    3874-001
* ATENÇÃO : garantimos a reserva somente até as 20h

PROGRAMAÇÃO: 23 DE SETEMBRO A 14 DE OUTUBRO DE 2011
14/10 - TERRA DE NÍNGUÉM (Badlands) 1973
21/10 - CINZAS DO PARAÍSO (Days of Heaven) 1978
28/10- ALÉM DA LINHA VERMELHA (The Thin Red Line) 1998
04/11 - O NOVO MUNDO (The New World) 2005

A TERRA DE NINGUÉM DE MALICK?

Nos E.U.A os americanos dos anos 70 ainda sentiam os ecos da guerra do Viet Nâm que se encerraria 5 anos depois. O país que propunha fazer o papel de xerife do mundo e o defensor da democracia, estava desgastado. A juventude inconformada e subempregada não acreditava em ninguém com mais de 30 anos. Consolidava-se uma sociedade consumista, destruidora da natureza, da concorrência selvagem, incentivadora dos valores individuais começava a resultar numa geração de yuppies, egoísta, utilitária, cúmplice da violência pela violência. Produzindo jovens solitários que saem ás ruas atirando em crianças e adolescentes de um high school, atingindo cidadãos em supermercados, cinemas, sem escolherem as vítimas e uma justificativa plausível (se é que há para qualquer tipo de assassinato). Neste cenário, um texano de 30 anos, realiza em 16 dias, o filme “Bad Lands”, baseado no fato real do lendário caso do serial killer Charles Starweather.A película narra a historia de um rapaz que em 1950 fugiu de casa com a namorada, após matar o pai dela e tocarem fogo na casa, pegaram a estrada deixando um rastro de sangue até serem apanhados. É uma dramatização perturbadora do caso com roteiro e direção de Terrence Malick. Em 1978 o cineasta lança seu segundo filme e se afasta do cinema por 19 anos. Volta a ativa em 1998 com o drama de guerra “Além da linha vermelha” tornando-se um mito em Hollywood apesar da sua reduzida filmografia devido a qualidade dos seus filmes.”Bad Lands” (Terra de ninguém) traça um painel impecável da América dos serial Killers, do rock roll,das longas viagens de carro ou motocicleta, da juventude transviada e muito violenta.Um cineasta político? Crítico de uma sociedade capitalista selvagem? Pelo contrário. Mallick não levanta nem empunha bandeiras. Não faz nenhum tipo de julgamento desta sociedade. Assemelha-se a Kubrick em “Laranja Mecânica” antevendo a violência das gangues nas grandes cidades. Malick relata com bastante fidelidade e talento cinematográfico o caso policial famoso. Com tempos distendidos numa narrativa fracionada. Com personagens marcantes tal qual o de Martin Sheen (Kit), vestido com o kit do rebelde a la James Dean, topete alto, camiseta branca, jeans gasto e botas texanas catando lixo e adivinhando a origem do morador a qual aquela lixeira pertence. Na trama, cruza com a adolescente de 15 anos(Holly) Sissy Spacek que começa a namorar esse homem mais velho 10 anos que ela. O pai da menina se opõe a este relacionamento. A trama se passa em Fort Dupree, em Dakota do Sul. Kit mata o pai da moça e toca fogo na casa dele levando Holly para uma viagem sem volta.Não se sentem marginais e muito menos culpados por seus assassinatos. Sabem que jamais será como antes e poderão levar uma vida normal. Este é o ponto que diferencia o roteiro de T. Malick dos demais filmes de longa-metragem que trataram do tema em várias cinematografias mundo afora, sobretudo a americana.O filme mantém um distanciamento moral da ação vista na tela.Não são “mocinhos” nem “bandidos”. Os personagens fora da lei passam a viver em contato com a natureza. Aliás essa é uma das temáticas do cineasta: o homem e a natureza. Belas paisagens em oposição a sujeira provocada pelos homens. Uma metáfora constante nos seus filmes posteriores. Filmado em Montana, as belas imagens do deserto de Badlands. O roteiro e a própria maneira de filmar não busca empatia com os personagens. É uma mulher e um homem comum não necessáriamente malvados. Praticando uma violência sem planejar.

Jorge Monclar - Dir. de Fotografia





 

 
 
 
 


 


 


 











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